Saúde da mãe
Recuperação do parto, pressão arterial, dor, sangramento, sintomas mamários, sono, medicamentos, alimentação, saúde reprodutiva e doenças clínicas que precisem de diagnóstico ou tratamento.
Medicina de Família e Comunidade
A saúde do bebê não acontece separada da saúde da mãe. Por isso, o cuidado considera os dois — e a família que sustenta essa nova rotina.

Um bebê não vem sozinho
Alimentação, sono, vínculo, crescimento e desenvolvimento dependem do estado clínico e emocional da mãe, da participação do pai ou de outros cuidadores, da rede de apoio e das condições reais daquela família.
Na puericultura realizada por uma Médica de Família, cada pessoa continua tendo sua própria avaliação. O diferencial é que essas avaliações podem conversar entre si.
Uma consulta, diferentes necessidades
A consulta é organizada conforme a fase de vida, os sintomas e as dúvidas da família.
Recuperação do parto, pressão arterial, dor, sangramento, sintomas mamários, sono, medicamentos, alimentação, saúde reprodutiva e doenças clínicas que precisem de diagnóstico ou tratamento.
Exame físico, alimentação, hidratação, evolução do peso, icterícia, sono, choro, eliminações, crescimento e marcos do desenvolvimento.
Observação da mamada, posição, pega, transferência de leite, dor, fissuras, ingurgitamento, produção e estratégias para preservar ou estimular a lactação quando isso for possível e desejado.
Organização da rotina, descanso, divisão do cuidado, presença ou ausência do pai, participação dos avós e identificação de sobrecarga ou falta de apoio.

Amamentação com técnica e respeito
A amamentação pode exigir ajustes práticos e acompanhamento próximo. Dor persistente, dificuldade de pega, dúvidas sobre produção de leite e ganho de peso precisam ser avaliados — não atribuídos automaticamente à falta de esforço.
Nem toda mulher consegue ou deseja amamentar. Quando a amamentação exclusiva não é possível, o cuidado continua: a prioridade é garantir alimentação segura ao bebê e preservar a saúde física e emocional da mãe.
O Ministério da Saúde recomenda aleitamento materno exclusivo até seis meses e continuado, com alimentação complementar, até dois anos ou mais. Essa recomendação orienta o cuidado, mas cada situação clínica precisa ser avaliada individualmente.
Cada papel importa
Diagnóstico e tratamento das doenças maternas fazem parte do cuidado. A consulta não deve reduzir a mulher à função de alimentar e cuidar do bebê.
Quando presente, ele é parte do cuidado. Sua participação pode influenciar descanso, amamentação e segurança da rotina. Sua presença ou ausência será respeitada e considerada na conduta.
Orientações contraditórias e expectativas familiares podem aumentar a angústia. A consulta ajuda a alinhar informações e construir uma rede que realmente proteja mãe e bebê.
Saúde mental materna
Oscilações emocionais podem ocorrer no puerpério, mas tristeza persistente, ansiedade intensa, perda de prazer, culpa incapacitante, incapacidade de dormir mesmo quando o bebê dorme ou dificuldade importante de funcionar precisam ser avaliadas.
A Médica de Família pode realizar avaliação clínica, investigar diagnósticos diferenciais e iniciar ou organizar o tratamento. Psicoterapia, medicamentos compatíveis com a situação clínica e encaminhamento especializado podem integrar o plano.
Pensamentos de morte, de ferir a si mesma ou o bebê, confusão, alucinações, ideias irreais ou mudança abrupta de comportamento exigem avaliação imediata.
Puericultura ao longo do tempo
As consultas seguintes acompanham crescimento, desenvolvimento, alimentação, sono, comportamento, adoecimentos e novas necessidades da família.
A Caderneta da Criança ajuda a registrar a evolução. Quando outra avaliação é necessária, a Médica de Família organiza o encaminhamento e mantém a continuidade do cuidado clínico.
Visita domiciliar mãe–bebê
Sem exigir o deslocamento no puerpério e permitindo observar a mamada e a rotina no ambiente em que elas realmente acontecem.
Atendimento domiciliar
R$ 600
Inclui avaliação da saúde da mãe e do bebê, orientação de técnicas de amamentação e puericultura.
Realizado pela Dra. Natália Izycki Fauat, Médica de Família e Comunidade. Região e disponibilidade são confirmadas diretamente pelo WhatsApp.
Posições disponíveis para amamentar, local de descanso, participação dos cuidadores, dificuldades de organização e dúvidas que surgem na rotina podem ser observadas de forma mais concreta.
Ver detalhes do atendimento domiciliarAlgumas situações exigem pronto atendimento. Na mãe: falta de ar, dor no peito, sangramento intenso, febre, dor de cabeça muito forte com alteração visual, desmaio ou sinais de crise psiquiátrica. No bebê: dificuldade para respirar, febre no recém-nascido, coloração azulada, recusa persistente das mamadas, vômitos repetidos, sonolência excessiva, poucas fraldas molhadas ou piora importante da icterícia.
Esta página é informativa e não substitui avaliação presencial ou serviço de urgência.
Dúvidas frequentes
Não. A mãe e o bebê podem precisar de cuidado independentemente da forma de alimentação. O acompanhamento continua quando é necessário complementar, extrair leite ou utilizar fórmula.
Sim. Ambos recebem avaliação clínica própria, e as condutas são organizadas considerando a relação entre as necessidades de cada um.
A primeira semana após a alta é um momento importante. Dificuldade para mamar, dor, preocupação com o peso, icterícia ou sintomas maternos justificam contato mais precoce.
Sim, quando a mãe desejar. A participação pode ajudar a alinhar informações e distribuir melhor o cuidado, preservando também momentos de privacidade para a avaliação individual.
Não. Sinais de gravidade na mãe ou no bebê devem ser avaliados imediatamente em serviço apropriado.
Fontes clínicas
Conteúdo revisto em 24/08/2026 com base nas orientações do Ministério da Saúde sobre aleitamento materno, na Linha de Cuidado de Puericultura, nas orientações para a primeira consulta do recém-nascido e nas informações oficiais sobre depressão pós-parto.
Contato direto
Dra. Natália Izycki Fauat · Médica de Família e Comunidade · CRM-PR 43361 · RQE 36419